Enfrentar o América em 2018 traz boas recordações ao Atlético. Neste ano, foram quatro vitórias nos quatro jogos disputados, com nove gols marcados e apenas um sofrido. E mais: o cenário de irregularidade alvinegra que antecedeu os outros clássicos se repete desta vez. Os times se enfrentam neste domingo, 19h, no Independência, pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro.

“São situações distintas, um pouco assim. Claro que é promessa de um jogo quente, como foram no Mineiro. A gente venceu, mas com muita dificuldade. A equipe do América sempre exige muito do adversário. Tenho certeza que, como nós vencemos todas as partidas, eles vão vir de uma maneira diferente. Eles vão querer buscar algum mérito em cima da gente este ano. É uma grande oportunidade para eles”, garantiu o volante Adilson, que briga para voltar a ser titular do Atlético. Atualmente, José Welison cumpre a função de primeiro homem do meio-campo.

O primeiro encontro em 2018 foi em 18 de fevereiro, pela sétima rodada da primeira fase do Campeonato Mineiro. Apenas dez dias antes, o técnico Oswaldo de Oliveira havia sido demitido. No vestiário, o clima era de desconfiança. Afinal, o então treinador interino Thiago Larghi ia para o segundo jogo à frente do Atlético. No primeiro, uma semana antes, derrota por 2 a 1 para a Caldense, em pleno Independência.

Com um estilo de jogo reativo – bastante diferente do que é proposto atualmente -, o Atlético teve a bola por menos tempo, mas foi fatal. Róger Guedes, Norberto (contra) e Ricardo Oliveira garantiram a vitória alvinegra por 3 a 0. Daí para frente, o time até emendou bons resultados, mas não conseguiu engrenar totalmente.

Em meio aos altos e baixos, o Atlético quase foi eliminado da Copa do Brasil pelo Figueirense em pleno Independência. Apesar de ter avançado na competição nacional, as críticas pelo desempenho contra um time tecnicamente inferior foram intensas. Na semana seguinte, clássicos contra o América marcaram os duelos semifinais do Campeonato Mineiro.

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A partida de ida, em 22 de março, teve mando de campo alvinegro. Cazares, já aos 30 minutos do segundo tempo, deu a vitória por 1 a 0 ao Atlético. Apenas três dias depois, nova vitória sobre o América: 2 a 0, com gols de Fábio Santos e Elias, pela volta da semifinal.

No Brasileiro…

Na competição nacional, o Atlético viveu um dos momentos de maior turbulência às vésperas do duelo contra o América no primeiro turno. Num intervalo de apenas uma semana, o time alvinegro perdeu para Flamengo (1 a 0, no Independência) e Sport (3 a 2, na Ilha do Retiro) e empatou com a Chapecoense (3 a 3). Foi a pior sequência de três jogos registrada pela equipe no Campeonato Brasileiro.

Aí foi a vez de enfrentar o clássico contra o América… Com mando alviverde, o Atlético venceu com tranquilidade. O triunfo por 3 a 1, em 7 de junho, teve gols de Ricardo Oliveira, Cazares e Tomás Andrade. Messias descontou para os donos da casa. Daí em diante, o time alvinegro emendou vitórias contra Fluminense (5 a 2) e Ceará (2 a 1), ambas no Horto.

A sequência positiva fez com que o Atlético chegasse à vice-liderança do Campeonato Brasileiro na pausa para a Copa do Mundo. Após 12 rodadas, o time liderado por Róger Guedes tinha 23 pontos – quatro a menos que o então líder Flamengo. Atualmente, a diferença para a ponta, ocupada pelo Palmeiras, é de 11 pontos, a dez jogos do fim da competição.

O momento vivido pelo Atlético é de cobranças. Apesar de ocupar a sexta colocação – dentro da meta estabelecida pela diretoria antes do início do campeonato -, o time segue irregular. A derrota com gol no fim para a Chapecoense fez com que a necessidade de vencer o clássico aumentasse. Por isso, a expectativa é começar uma nova arrancada justamente diante do América.

Fonte: Superesportes

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