Em Presidente Olegário, o prefeito João Carlos Castilho (PV) decidiu cortar o próprio salário em 100%, o do vice João Batista da Silva “Macaquinho” (PPS) o corte é de 50% e dos secretários 20%.  A decisão, publicada nesta segunda-feira (12), através de decreto de calamidade financeira, faz parte de uma série de medidas visando o equilíbrio financeiro diante da crise.

De acordo com o portal de transparência da prefeitura, o subsídio do prefeito é de R$ 12.457.93, do vice R$ 8.265.00. Esse corte tem prazo determinado: 90 dias.

Segundo o o prefeito João Carlos Castilho, o motivo é a falta de repasses por parte do Estado, um valor que já está em R$ 6,2 milhões. Clique aqui e leia o decreto na íntegra.

Além do corte total do salário do prefeito, 50% do vice e 20% no salário dos secretários, foram cortados horas extras dos servidores (ressalvado setores essenciais), concessão de férias-prêmio, repasse de subvenções para entidades, viagens para para jogos esportivos, ajuda para eventos festivos, cursos, seminários, proibição de nomeação de servidores contratados, entre outros.

O prefeito disse que foi necessário tomar essa medida para que a Administração Municipal consiga cumprir com seus compromissos com fornecedores e garantir o pagamento dos funcionários.

 João Carlos Castilho disse que o pagamento da 2ª parcelo do 13º salário de 2018 e das rescisões de contratos temporários prevista para o mês de dezembro deste ano, poderá ser realizado no ano de 2019, em caso de indisponibilidade de recursos financeiros. O decreto não prever quanto será economizado.

O salário dos servidores municipais referente ao mês de outubro, foi depositado na sexta-feira (9), o pagamento da folha teve uma ajuda da Câmara Municipal que devolveu R$ 150 mil ao município.

De acordo com o prefeito João Carlos Castilho, Presidente Olegário não recebe os repasses do Governo do Estado para suprir os gastos com o Saúde, Educação, Assistência Social desde dezembro de 2017.

Ainda segundo o prefeito o município já entrou na Justiça para obrigar o Estado a repassar os impostos que é de direito e aguarda uma decisão favorável.

A reportagem entrou em contato com o Governo do Estado de Minas Gerais, mas as ligações não foram completadas.

Fonte: PO Hoje

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