O Cruzeiro inicia nesta quarta-feira sua oitava final de Copa do Brasil em busca do hexa. Campeão em 1993, 1996, 2000, 2003 e 2017 e finalista em 1998 e 2014, o time celeste enfrentará o Corinthians, detentor de três títulos (1995, 2002 e 2009), às 21h45, no Mineirão, pela primeira partida da decisão. O confronto de volta será no dia 17, no mesmo horário, na Arena Corinthians.

Será a terceira final em que o Cruzeiro será mandante na ida. Em 1996, houve empate por 1 a 1 diante do Palmeiras, no Mineirão, e vitória no segundo jogo, no Palestra Itália, por 2 a 1. Em 1998, contra o mesmo Verdão, a sorte não foi a mesma: triunfo em BH, por 1 a 0, e revés em São Paulo, por 2 a 0. Nas demais conquistas e até mesmo no revés para o Atlético, em 2014, o Cruzeiro disputou o duelo de volta diante de sua torcida.

No confronto de logo mais, o Cruzeiro tentará quebrar o incômodo tabu de não ter vencido uma vez sequer no Mineirão na edição de 2018 da Copa do Brasil. Nas oitavas de final e na semifinal, o time empatou com Atlético-PR e Palmeiras, respectivamente, por 1 a 1. Nas quartas de final, o revés para o Santos por 2 a 1 levou a briga pela vaga para os pênaltis. Graças ao brilho do goleiro Fábio, responsável por três defesas, e ao índice de 100% de aproveitamento no tiro livre de 11 metros, a equipe comandada por Mano Menezes fez 3 a 0. Em contrapartida, o Cruzeiro triunfou três vezes longe de BH: Atlético-PR (2 a 1), Santos (1 a 0) e Palmeiras (1 a 0).

A final da Copa do Brasil colocará frente a frente duas gerações de treinadores. De um lado estará o experiente Mano Menezes, de 56 anos, bicampeão do torneio nacional (2009 e 2017) e perto de iniciar sua quarta final. Em sua segunda passagem pelo Cruzeiro, iniciada em julho de 2016, o gaúcho completará 181 jogos à frente do clube, igualando-se a Matturio Fabbi, técnico do Palestra Itália de 1928 a 1938. Por sua vez, o ainda novato Jair Ventura, de 39 anos, almeja o primeiro título como profissional. Ele chegou ao Parque São Jorge no início de setembro substituindo Osmar Loss e montou a formação que eliminou o Flamengo nas semifinais.

Dentro de campo, o Cruzeiro conta com boa parte da base campeã de 2017, como o goleiro Fábio, os zagueiros Dedé e Leo, os volantes Henrique e Lucas Silva e os meias Robinho, Thiago Neves e Rafinha. Os demais titulares – o lateral-direito Edilson, o lateral-esquerdo Edílson e o atacante Hernán Barcos – também celebraram o gosto de faturar o torneio nacional.

“É sempre novo, independentemente do que você vivenciou. Tudo tem que ser feito novamente, esta é a melhor forma para concretizar o título. Por mais que tenha quase 20 anos como profissional, várias situações, vários jogos, várias decisões, é algo novo que você fica com a expectativa para que o jogo comece, fica com frio na barriga”, disse o goleiro Fábio.

“A gente sonhou isso desde garoto, a gente quer esse ambiente, a gente vai vivenciar isso tanto no Mineirão quanto na Arena. E a expectativa sempre foi como se fosse a primeira vez. É aproveitar ao máximo e agradecer”, completou o camisa 1, que também integrou o grupo campeão da edição de 2000.

Continua depois da publicidade

Cruzeiro favorito?

Justamente por ter um elenco mais rodado, com mais opções e que recebeu mais investimentos para 2018, o Cruzeiro entra nessa decisão com maior responsabilidade de levantar a taça. O trabalho longevo de Mano reforça esse cenário. Caberá aos celestes superar a recente eliminação nas quartas de final da Libertadores para o Boca Juniors.

Além do título, estão em jogo para o Cruzeiro a reorganização financeira, já que o título valerá mais R$ 50 milhões no caixa, e a volta à fase de grupos da Libertadores em 2019. No Campeonato Brasileiro, o time é o nono, com 37 pontos, oito a menos que o Atlético, último integrante da zona de classificação para o torneio continental.

As ausências cruzeirenses neste duelo serão o atacante Sassá, expulso contra o Palmeiras na semifinal, e o meia Arrascaeta, convocado para amistosos da Seleção Uruguaia na contra Coreia do Sul, em Seul (12/10), e Japão, em Saitama (16/10). A diretoria celeste ainda tentará o retorno do meia ao Brasil a tempo da segunda partida, no dia 17, mas a chance é remota.

Corinthians

Assim como o Cruzeiro, o Corinthians foi campeão estadual. Por outro lado, entrou como coadjuvante na Copa Libertadores (caiu nas oitavas para o Colo Colo), no Brasileiro (é o 11º) e na Copa do Brasil. Chegar à decisão chegou a surpreender até ao torcedor mais otimista. Em crise financeira, o clube perdeu peças importantes ao longo do ano, entre elas o técnico campeão brasileiro em 2017, Fábio Carille, e sofre com a escassez de peças. Um eventual título sobre o Cruzeiro seria o fim de ano mais que sonhado pelos torcedores.

As novidades do Corinthians no Mineirão serão as voltas de Fagner à lateral direita e de Gabriel ao meio-campo, no posto de Douglas, suspenso. O setor ofensivo será formado por Romero, Jadson e Mateus Vital; além do atacante Clayson.

CRUZEIRO X CORINTHIANS


CRUZEIRO

Fábio; Edilson, Dedé, Leo e Egídio; Henrique e Lucas Silva; Robinho, Thiago Neves e Rafinha; Barcos

Técnico: Mano Menezes


CORINTHIANS

Cássio; Fagner, Léo Santos, Henrique e Danilo Avelar; Ralf e Gabriel; Romero, Jadson e Mateus Vital; Clayson

Técnico: Jair Ventura

Motivo: jogo de ida da final da Copa do BrasilEstádio: Mineirão, em Belo Horizonte

Data: quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Horário: 21h45

Árbitro: Anderson Daronco (FIFA/RS)

Assistentes: Alessandro Álvaro Rocha Matos (FIFA/BA) e Fabrício Vilarinho da Silva (FIFA/GO)

Árbitro de vídeo: Wilton Pereira Sampaio (FIFA/GO)


Share.

Leave A Reply